Estudo revela impacto científico das artes na saúde física e mental
Pesquisa da professora Daisy Fancourt, da University College London, demonstra que atividades artísticas como música, teatro e pintura têm efeitos mensuráveis na saúde, desde a redução do estresse celular até a melhora de funções cognitivas. O livro 'Art Cure' apresenta evidências de que o engajamento com artes pode ser tão crucial quanto tratamentos médicos tradicionais, especialmente em contextos de recuperação e bem-estar.
Arte como terapia: evidências científicas
Em 'Art Cure', Daisy Fancourt, professora de psicobiologia e epidemiologia, compila estudos que mostram como a arte influencia positivamente a saúde. Um exemplo citado é o impacto de cantar para bebês prematuros em UTIs neonatais, onde pesquisas indicam redução da frequência cardíaca, melhora na respiração e estímulo à alimentação. Fancourt argumenta que a arte não é apenas um complemento estético, mas uma ferramenta com efeitos biológicos comprovados, desde a regulação molecular até a cognição e o humor. O livro destaca a urgência de integrar práticas artísticas em sistemas de saúde sobrecarregados, especialmente em um contexto de cortes no financiamento das artes.
Desafios na comprovação científica
Fancourt reconhece a dificuldade em quantificar o impacto de algo tão subjetivo quanto a arte. No entanto, ela defende que a ciência pode — e deve — medir seus efeitos holísticos. O livro aborda como comportamentos artísticos, como tocar um instrumento ou frequentar teatro, estão ligados a melhorias em marcadores de saúde, como redução de inflamações e fortalecimento do sistema imunológico. A autora também alerta para a necessidade de políticas públicas que reconheçam o valor terapêutico das artes, especialmente em um cenário de recursos limitados para saúde e cultura.