Supremacistas brancos marcham livremente em Washington durante comemorações dos 250 anos da Independência dos EUA
Centenas de membros da milícia supremacista Frente Patriótica desfilaram mascarados em Washington durante as comemorações do Dia da Independência dos EUA, em 4 de julho de 2026. O grupo, protegido pelo movimento MAGA, defende a transformação do país em um Estado étnico branco e propagou teorias conspiratórias como a 'Grande substituição'. Imagens do desfile viralizaram após registrar uma mulher negra cercada por ativistas em um vagão de metrô.
Marcha supremacista e apoio político
Cerca de 250 supremacistas brancos da milícia Frente Patriótica marcharam em Washington no sábado (4), durante as comemorações dos 250 anos da Independência dos EUA. Os ativistas usavam máscaras brancas, óculos escuros e bonés de beisebol, substituindo os tradicionais capuzes pontudos da Ku Klux Klan. O grupo, liderado por Thomas Rousseau, foi criado em 2017 no Texas e defende a transformação dos EUA em um Estado étnico branco, rejeitando multiculturalismo, imigração e diversidade. Bandeiras confederadas e gritos como 'Reconquistem a América!' e 'Vida, Liberdade, Vitória' marcaram o ato, que contou com apoio do movimento MAGA, alinhado ao presidente Donald Trump.
Teorias conspiratórias e impacto social
A Frente Patriótica propaga a teoria da conspiração conhecida como 'Grande substituição', que alega um suposto plano dos democratas para substituir o eleitorado branco por imigrantes de outras raças. A marcha gerou repercussão após uma imagem do fotógrafo Cheney Orr, da Reuters, viralizar nas redes sociais. A foto mostrava uma mulher negra cercada por dezenas de supremacistas em um vagão de metrô, relembrando cenas da segregação racial vivida por ativistas como Rosa Parks. A diretora Melanie D'Arrigo classificou a imagem como 'definidora deste momento nos EUA'.