Cartões-postais de Juiz de Fora seguem fechados dois meses após chuvas históricas; turistas e moradores frustram-se com interdições
O Morro do Cristo e o Museu Mariano Procópio, dois dos principais pontos turísticos de Juiz de Fora (MG), permanecem fechados ao público desde as fortes chuvas de fevereiro, que deixaram 66 mortos e milhares de desalojados. A interdição afeta o turismo local e frustra visitantes, que encontram placas de restrição nos acessos. Não há previsão para a reabertura dos atrativos.
Impacto das chuvas e interdições prolongadas
Dois meses após os temporais que atingiram Juiz de Fora no final de fevereiro, o Morro do Cristo e o Museu Mariano Procópio seguem interditados. As chuvas causaram deslizamentos de terra, instabilidade em encostas e quedas de árvores, resultando na morte de 66 pessoas e no desalojamento de milhares. A prefeitura não divulgou prazo para a liberação dos locais, que são cartões-postais da cidade e atraem turistas de diversas regiões.
Reações de turistas e moradores
Visitantes de outras cidades, como Petrópolis (RJ) e Rio Grande do Sul, relataram frustração ao se depararem com as interdições. "Vim com a família para conhecer um ponto turístico bacana e nos deparamos com tudo fechado", disse a advogada Heloísa de Oliveira. O aposentado Benício Alvim, que esperava uma vista panorâmica da cidade, comentou: "É um lugar famoso, que atrai turistas. Agora é concertar o quanto antes." Moradores também sentem o impacto, especialmente durante feriados, quando o movimento costuma aumentar.
Situação atual e perspectivas
No Morro do Cristo, o acesso ao mirante está bloqueado desde 24 de fevereiro devido a um deslizamento de terra que comprometeu a segurança da área. O Museu Mariano Procópio também segue fechado, sem previsão de reabertura. Enquanto isso, turistas e moradores buscam alternativas, como o Parque Municipal e o Parque da Lajinha, que registraram movimento intenso durante o feriado de Tiradentes. A prefeitura não informou sobre medidas concretas para a recuperação dos locais.