Xi Jinping e Vladimir Putin reafirmam apoio à América Latina como zona de paz e condenam interferências externas
Os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, emitiram uma declaração conjunta em Pequim nesta quarta-feira (20/05), defendendo uma ordem internacional multipolar e rejeitando interferências externas na América Latina e Caribe. O documento reforça o compromisso com a soberania dos países da região e critica práticas contrárias ao direito internacional, como ataques militares e julgamentos considerados 'farsas'.
Declaração conjunta e acordos bilaterais
Durante encontro no Grande Salão do Povo, em Pequim, Xi Jinping e Vladimir Putin assinaram uma série de acordos bilaterais e divulgaram uma declaração conjunta. O texto reafirma o apoio à América Latina e Caribe como 'zona de paz' e destaca o direito dos países da região à escolha independente de seus caminhos de desenvolvimento e parceiros. Os líderes condenaram 'qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas', incluindo interferências externas sob qualquer pretexto.
Críticas a práticas internacionais e defesa da multipolaridade
A declaração conjunta critica explicitamente 'o lançamento pérfido de ataques militares contra outros países' e 'o uso hipócrita de negociações como cobertura para preparar tais ataques'. Também menciona a condenação ao 'sequestro descarado de líderes nacionais para submetê-los a uma farsa judicial', prática considerada prejudicial à ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial. Xi Jinping classificou as tendências unilaterais e hegemônicas na política global como 'furiosas', mas destacou que a busca por paz e cooperação segue como 'desejo do povo e tendência geral'.