Monte Usu no Japão: Turismo em meio às ruínas de um vulcão ativo e a resiliência local
O Monte Usu, um dos vulcões mais ativos do Japão, entrou em erupção pela última vez em 2000, causando destruição massiva em Toyako Onsen, uma cidade termal na ilha de Hokkaido. Apesar dos danos, a evacuação prévia evitou mortes. Guias locais, conhecidos como Volcano Meisters, conduzem visitantes por áreas afetadas, explicando a dualidade dos fenômenos naturais: benéficos, como as águas termais, e destrutivos, como os fluxos de lama vulcânica.
A erupção de 2000 e a preservação da memória
Em março de 2000, o Monte Usu entrou em erupção, criando mais de 65 crateras e devastando a infraestrutura de Toyako Onsen, incluindo estradas, pontes e residências. A evacuação prévia, baseada em alertas sísmicos, foi a primeira bem-sucedida em larga escala no Japão, evitando vítimas fatais. Hoje, guias certificados, como Rie Egawa, fundadora do serviço de turismo natural Sotoasobu, conduzem visitantes pelas áreas afetadas, destacando a relação entre os benefícios das águas termais e os riscos de desastres naturais. Egawa enfatiza que os fenômenos naturais possuem dois lados: enquanto as águas termais promovem relaxamento, também podem ser fontes de destruição, como os fluxos de lama vulcânica.
O papel dos Volcano Meisters
Os Volcano Meisters são guias locais treinados para interpretar a história geológica e os impactos das erupções do Monte Usu. Eles atuam como educadores e contadores de histórias, ajudando visitantes a compreender não apenas os eventos passados, mas também o significado de viver próximo a um vulcão ativo. Durante as visitas, os guias explicam como a comunidade se adaptou à convivência com o risco constante, preservando a memória dos desastres enquanto aproveita os recursos naturais, como as águas termais.