Mato Grosso do Sul em Alerta com Avanço da Chikungunya e Sete Mortes Registradas
O Mato Grosso do Sul registrou um avanço significativo da chikungunya em 2026, com mais de 1,7 mil casos confirmados e sete mortes atribuídas à doença. A maior parte das ocorrências está concentrada em Dourados, impactando a reserva indígena guarani-kaiowá.
Avanço da Doença e Situação de Emergência em Dourados
O estado de Mato Grosso do Sul intensificou as medidas de combate à chikungunya em 2026, frente a um rápido aumento de casos e óbitos. Dourados, no sul do estado, concentra a maioria das infecções e é a cidade com o maior número de casos. A situação levou à decretação de estado de emergência no município, especialmente devido ao impacto na reserva indígena urbana guarani-kaiowá, onde residem mais de 20 mil indígenas. O vírus da chikungunya é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Autoridades estaduais e federais ampliaram ações de controle e atendimento à população para mitigar a propagação.
Estratégias de Combate e Reforço na Assistência Indígena
Para conter a transmissão, foram implementadas estratégias como a instalação de armadilhas com larvicida visando a eliminação do mosquito na fase inicial, impedindo seu desenvolvimento até a fase adulta. O Ministério da Saúde estabeleceu uma força-tarefa para conter o avanço da doença nos territórios indígenas de Dourados. As ações incluem a atuação de 50 novos agentes de combate às endemias nas aldeias, a distribuição de 2 mil cestas de alimentos para as comunidades afetadas e o reforço na assistência à saúde indígena com a incorporação de 102 novos profissionais ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) em Mato Grosso do Sul.
Alerta de Especialistas sobre Continuidade da Transmissão
Especialistas alertam que a transmissão da chikungunya pode persistir mesmo após o fim do período sazonal das arboviroses. O médico infectologista Júlio Croda destacou que a recente introdução do vírus no estado aumenta o número de pessoas suscetíveis à infecção.