Nova onda de inadimplência atinge 3,6 milhões de mutuários de empréstimos estudantis nos EUA
Dados do Federal Reserve de Nova York revelam que 3,6 milhões de mutuários de empréstimos estudantis entraram em default desde o fim de 2025. A maioria dos inadimplentes tem 50 anos ou mais e reside no sul dos EUA. A retomada das cobranças após a pausa durante a pandemia e a exclusão do plano SAVE podem agravar a situação.
Perfil dos inadimplentes e riscos financeiros
O Federal Reserve de Nova York divulgou que 3,6 milhões de mutuários de empréstimos estudantis federais entraram em default nos últimos dois trimestres. A média de idade dos inadimplentes é de 40 anos, com a maioria (50 anos ou mais) concentrada no sul dos Estados Unidos. Antes da pandemia, esses mutuários não estavam em atraso com seus pagamentos. A inadimplência os expõe a riscos como penhora de salários e apreensão de benefícios federais, embora essas medidas estejam temporariamente suspensas. Pesquisadores do Fed afirmam que essa onda de defaults era esperada, considerando a retomada dos pagamentos após a pausa durante a pandemia e o período de 'on-ramp', que evitou a comunicação de pagamentos atrasados aos birôs de crédito até outubro de 2024.
Impacto do fim do plano SAVE
O presidente Donald Trump eliminou o plano SAVE, criado pelo ex-presidente Joe Biden para oferecer pagamentos mensais mais acessíveis aos mutuários. Com a exclusão do plano, os 7 milhões de inscritos no SAVE serão obrigados a migrar para um novo programa a partir de julho de 2026. Pesquisadores do Federal Reserve alertam que essa mudança pode levar mais mutuários à inadimplência ainda este ano, agravando a crise no sistema de empréstimos estudantis.