Inteligência artificial revoluciona diagnóstico de esquizofrenia com alta precisão em testes cognitivos
Pesquisadores da Universidade de São Paulo utilizaram inteligência artificial para identificar sinais de esquizofrenia com alta precisão a partir de dois testes cognitivos. A tecnologia promete tornar diagnósticos em saúde mental mais rápidos e assertivos. Além disso, estudos com biomarcadores podem permitir detecção precoce da doença por exames específicos no futuro.
IA e biomarcadores transformam diagnóstico
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstrou que a inteligência artificial (IA) é capaz de identificar sinais de esquizofrenia com alta precisão utilizando apenas dois testes cognitivos. A inovação representa um avanço significativo na área de saúde mental, onde o diagnóstico ainda depende majoritariamente de avaliações clínicas. Além da IA, cientistas investigam biomarcadores — alterações genéticas, inflamatórias e moleculares — que poderão, no futuro, permitir a detecção da esquizofrenia por meio de exames específicos antes mesmo do agravamento dos sintomas.
Prevalência e desafios no Brasil
No Brasil, mais de 547 mil adultos convivem com esquizofrenia, o equivalente a 0,34% da população adulta, segundo estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). A doença, conhecida há mais de um século, ainda enfrenta desafios como preconceito, subdiagnóstico e dificuldade de acesso ao tratamento, especialmente nas fases iniciais. A psiquiatra Viviane Idaló, do programa Mente Saudável da Unimed Cuiabá, destaca que o estigma atrasa o diagnóstico e aumenta o isolamento social dos pacientes.