Pesquisadores brasileiros exploram potencial farmacológico de cianobactérias nativas
Estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) investiga moléculas de cianobactérias coletadas em ambientes naturais do Brasil com foco em propriedades anticancerígenas. Pesquisadores destacam que o país ainda não desenvolveu fármacos a partir desses microrganismos, apesar da biodiversidade local.
Descobertas em laboratório
Colônias de cianobactérias, microrganismos com potencial químico para desenvolvimento de fármacos, estão sendo cultivadas em frascos de laboratório na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Andrei Godinho, estudante de graduação em biotecnologia na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, coletou amostras de água esverdeada de poças após chuvas para extrair substâncias e testar sua ação em células tumorais. O objetivo é identificar moléculas com propriedades anticancerígenas derivadas da biodiversidade brasileira.
Potencial inexplorado
Apesar da riqueza da biodiversidade nacional, o Brasil ainda não lançou no mercado nenhum fármaco originado de moléculas de cianobactérias locais. A pesquisa busca preencher essa lacuna, explorando o potencial farmacológico desses microrganismos, que podem ser encontrados em ambientes aquáticos diversos.