Vacina personalizada de mRNA da Moderna e Merck reduz risco de retorno do melanoma
A Moderna e a Merck anunciaram resultados preliminares positivos de um estudo de fase avançada com a vacina personalizada de mRNA, intismeran autogene, em combinação com o imunoterápico Keytruda. O tratamento foi testado em mais de 1.100 pacientes com melanoma de alto risco e mostrou-se eficaz em prolongar o tempo sem recorrência da doença e reduzir a metástase, comparado ao uso isolado do Keytruda. A tecnologia, que utiliza a mesma plataforma de mRNA da vacina contra a Covid-19, é produzida sob medida para cada paciente com base em mutações genéticas específicas do tumor. Embora os resultados sejam promissores e a empresa planeje lançar o produto no mercado em 2027, especialistas alertam que a implementação em larga escala ainda depende de avaliações sobre custos e logística de produção personalizada.
Sucesso em estudo de fase avançada
O estudo acompanhou pacientes que já haviam passado por cirurgia para remover o tumor de melanoma, mas que ainda corriam risco de recidiva. A combinação da vacina intismeran com o Keytruda atingiu metas principais de ampliar o tempo de sobrevida sem progressão da doença e metas secundárias de impedir a disseminação para outros órgãos.
Como funciona a tecnologia
Diferente das vacinas preventivas, a intismeran é uma vacina terapêutica. Uma amostra do tumor é sequenciada para identificar mutações únicas (neoantígenos). Essas informações são codificadas em uma molécula de mRNA que ensina o sistema imunológico a atacar apenas as células cancerígenas. O Keytruda atua em conjunto bloqueando proteínas que o tumor usa para 'se esconder' do sistema imune.
Expansão para outros tipos de câncer
A plataforma de mRNA está sendo testada em outros tumores, como câncer de pulmão, bexiga e rim, através do programa de pesquisa INTerpath. A Moderna busca consolidar sua posição no mercado de oncologia, que é avaliado em mais de US$ 240 bilhões.