TCarbon inicia produção de diamantes monocristalinos no Brasil para sensores e computação quântica
A TCarbon, empresa derivada da Clorovale, começou a produzir diamantes monocristalinos no Brasil, componentes essenciais para sensores, computadores quânticos e baterias nucleares. Diferente dos policristalinos, os monocristalinos crescem em uma única direção e são fabricados sob condições mais extremas de pressão e temperatura. A tecnologia reduz a dependência de importações dos EUA, China, Índia e Japão.
Tecnologia e aplicações dos diamantes monocristalinos
A TCarbon, instalada em São José dos Campos (SP), utiliza a técnica de deposição química de átomos de carbono sobre bases de nióbio ou molibdênio para produzir diamantes monocristalinos. O processo ocorre sob pressão três vezes maior e temperaturas mais elevadas que as usadas na fabricação de diamantes policristalinos. Enquanto os policristalinos crescem em múltiplas direções e são aplicados em revestimentos de ferramentas e brocas odontológicas, os monocristalinos, com crescimento unidirecional, são destinados a joias, sensores, computadores quânticos e baterias nucleares. A resistência dos diamantes sintéticos é equivalente à dos naturais.
Impacto no mercado e redução de dependência externa
A produção nacional de diamantes monocristalinos pela TCarbon representa um avanço estratégico para o Brasil, que até então dependia de importações dos Estados Unidos, Índia, China e Japão. A tecnologia desenvolvida pela empresa, com consultoria do físico Vladimir Airoldi do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), posiciona o país como um novo player no mercado global de materiais avançados, com potencial para atender demandas em setores de alta tecnologia e inovação.