Criador de 'Fable' critica reboot por abandonar sistema de moralidade clássico
O reboot de 'Fable', desenvolvido pela Playground Games, abandonou o sistema de moralidade que alterava a aparência dos personagens com base em suas ações, uma marca registrada da franquia. Peter Molyneux, criador original da série, classificou a decisão como uma 'vergonha real' e questionou os motivos por trás da mudança. O diretor do jogo, Ralph Fulton, explicou que o novo sistema prioriza reações dinâmicas dos NPCs às escolhas do jogador, sem uma definição binária de 'bem' ou 'mal'.
Sistema de moralidade clássico e suas implicações
Nos jogos originais de 'Fable', as ações dos jogadores influenciavam diretamente a aparência física dos personagens. Atos considerados 'bons' ou 'maus' resultavam em mudanças visuais, como a aparição de chifres para personagens malignos. Peter Molyneux, criador da série, expressou desapontamento com a decisão de remover esse sistema no reboot. Segundo ele, a complexidade técnica em alta definição pode ter sido um fator, mas a ausência do recurso é lamentável. 'É difícil fazer isso bem no mundo de alta definição de hoje, mas eu me pergunto se haverá um pouco de alinhamento do mal e do bem. Espero que sim', afirmou Molyneux em entrevista ao IGN.
Nova abordagem da Playground Games
Ralph Fulton, diretor do reboot de 'Fable', explicou que a decisão de abandonar o sistema de moralidade clássico foi baseada em uma mudança de filosofia. 'Não existe um bem e um mal objetivos. Os jogos originais eram baseados na ideia de que havia um bem e um mal objetivos, e você estava em algum lugar nessa escala, o que determinava como sua aparência mudava', disse Fulton. No novo jogo, as reações dos NPCs serão dinâmicas e dependerão dos valores individuais de cada personagem, sem uma definição rígida de moralidade. 'Você é diferentes coisas para diferentes pessoas com base no que elas gostam ou escolhem valorizar', acrescentou.