Oposição à fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery se intensifica com protestos durante jantar com Donald Trump
O CEO da Paramount, David Ellison, recebeu Donald Trump em jantar privado em Washington, D.C., enquanto busca aprovação para a fusão de US$ 111 bilhões com a Warner Bros. Discovery. Do lado de fora, parlamentares e manifestantes liderados pelo deputado Jamie Raskin protestaram contra a operação, alegando riscos à diversidade e ao emprego no setor de mídia. A fusão enfrenta resistência de sindicatos, políticos e até de celebridades como Jane Fonda.
Contexto da fusão e reações políticas
A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, avaliada em US$ 111 bilhões, foi aprovada pelos acionistas das duas empresas em abril de 2026. No entanto, a operação enfrenta forte oposição de grupos que alertam para possíveis demissões em massa, redução da diversidade de conteúdo e concentração excessiva de poder no mercado de entretenimento. Durante o jantar privado organizado por David Ellison no Institute of Peace, Donald Trump foi recebido enquanto manifestantes, incluindo o deputado Jamie Raskin (D-MD), protestavam do lado de fora. Raskin criticou a fusão como uma ameaça à democracia e à liberdade de imprensa, ecoando preocupações de outros parlamentares democratas.
Resistência de sindicatos e celebridades
Além da oposição política, a fusão enfrenta resistência de sindicatos como o Writers Guild of America (WGA) e o Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists (SAG-AFTRA), que temem perdas de postos de trabalho e piora nas condições contratuais. Celebridades como Jane Fonda também se manifestaram publicamente contra a operação, classificando-a como uma 'luta que está longe do fim'. A Warner Bros. Discovery já havia registrado prejuízos bilionários em 2025, o que aumenta as preocupações sobre a viabilidade da fusão e seus impactos no setor.