Escritório de advocacia de elite pede desculpas a juiz federal por erros de IA em petição judicial
O escritório de advocacia Sullivan & Cromwell, um dos mais renomados de Wall Street, emitiu um pedido formal de desculpas a um juiz federal de falências após uma petição conter citações jurídicas falsas geradas por inteligência artificial. O erro, classificado como 'alucinação' de IA, incluiu nomes de casos inexistentes e citações fabricadas, mesmo com políticas internas de revisão e uso de IA.
Detalhes do incidente e pedido de desculpas
O sócio Andrew Dietderich, co-chefe de Finanças Globais e Reestruturação da Sullivan & Cromwell, enviou uma carta ao juiz Martin Glenn, do Tribunal de Falências de Manhattan, em 18 de abril de 2026, reconhecendo que uma petição anterior continha erros graves. Entre os problemas estavam citações de casos jurídicos inexistentes, números incorretos e trechos aparentemente fabricados por ferramentas de IA. Dietderich descreveu as 'alucinações' como situações em que sistemas de inteligência artificial inventam fontes legais ou distorcem autoridades jurídicas. O escritório representa a Prince Global Holdings, empresa em processo de falência, e os erros foram identificados pela Boies Schiller Flexner, que atua em nome dos credores.
Falhas nos processos internos e responsabilização
Dietderich afirmou que o escritório possui políticas rigorosas para o uso de IA e processos de revisão de citações, mas que, neste caso, as diretrizes não foram seguidas. Ele assumiu a responsabilidade pelo ocorrido e garantiu que uma versão corrigida da petição seria submetida. A Sullivan & Cromwell, fundada há 140 anos e com mais de 1.000 advogados, é conhecida por sua atuação em casos complexos de reestruturação e finanças globais. O incidente reforça os riscos do uso de IA em contextos jurídicos, onde a precisão é fundamental.