Trump limita programa de perdão de dívidas estudantis para servidores públicos; regra entra em vigor em 1º de julho
O governo de Donald Trump finalizou uma regra que restringe a elegibilidade para o programa de Perdão de Empréstimos para Serviço Público (PSLF), que beneficia trabalhadores de governos e organizações sem fins lucrativos após 10 anos de pagamentos qualificados. A medida, que entra em vigor em 1º de julho de 2026, exclui empregadores envolvidos em atividades consideradas ilegais pelo governo, como cuidados de afirmação de gênero. Senadores democratas tentaram reverter a decisão, mas a resolução foi rejeitada pelo Senado de maioria republicana.
Detalhes da nova regra e reações políticas
A regra, assinada pela secretária de Educação Linda McMahon sob orientação de um decreto executivo de Trump, redefine o conceito de 'serviço público' para excluir empregadores que participem de atividades consideradas ilegais, como terrorismo ou cuidados de afirmação de gênero. Senadores democratas, incluindo Patty Murray e Tim Kaine, argumentaram que a medida é politicamente motivada e prejudicará servidores públicos cujos empregadores não estejam alinhados com as crenças do governo. A resolução para bloquear a regra foi rejeitada pelo Senado em 20 de maio de 2026, garantindo sua implementação a partir de julho.
Impacto no programa PSLF
O PSLF, criado em 2007 durante o governo de George W. Bush, perdoa dívidas estudantis de servidores públicos após uma década de pagamentos qualificados. Com a nova regra, milhões de mutuários podem enfrentar mudanças significativas, incluindo a possível exclusão de trabalhadores de organizações que ofereçam serviços como transição de gênero, considerados ilegais pelo governo Trump. Advogados e defensores dos direitos dos estudantes alertam que a medida pode dificultar o acesso ao alívio da dívida para profissionais essenciais, como professores e bombeiros.