Acadêmicos Critica o Recurso de Drake em Caso de 'Not Like Us'; Consideram Litígio sobre Rap 'Perigoso'
Acadêmicos de direito criticam o pedido de Drake para reavivar seu processo contra a Universal Music Group (UMG) por difamação em relação à música 'Not Like Us' de Kendrick Lamar. As críticas apontam que Drake consentiu com a troca de 'diss tracks' e que litigar sobre letras de rap é perigoso.
Argumentos Legais Contra o Recurso de Drake
Professores de direito da Universidade de Yale, em um breve arquivado na sexta-feira (3 de abril), argumentam que o caso de Drake contra a UMG deveria permanecer arquivado. Segundo eles, Drake deu consentimento explícito não apenas para a troca de 'diss tracks' em geral, mas especificamente ao provocar Lamar a rimar sobre ele 'gostando de garotas jovens' ('likin’ young girls'). Os acadêmicos comparam a situação a um boxeador que desafia o campeão, é nocauteado e tenta processar por agressão, alegando que o consentimento é uma defesa clássica para um ato intencional. Eles afirmam que, tendo perdido no 'tribunal da opinião pública', Drake buscou outro fórum para litigar.
Contexto do Caso e da 'Diss Track'
Drake apelava de uma decisão de outubro que arquivou seu caso, no qual ele acusava a UMG de difamá-lo ao lançar a 'diss track' de Lamar, vencedora do Grammy, que o acusava de ser um 'pedófilo certificado'. 'Not Like Us' foi lançada em maio de 2024, no auge de uma guerra de palavras entre Drake e Lamar, onde ambos os artistas da UMG lançaram uma série de 'diss tracks'. A música em questão foi descrita como um 'golpe de nocaute' que acusava Drake de ser um 'pedófilo certificado'.