Trump fala sobre guerra em evento para crianças e ameaça o Irã com retomada em 'uma noite'
Donald Trump participou da caça aos ovos na Casa Branca ao lado do Coelhinho da Páscoa, onde fez comentários sobre a guerra no Oriente Médio e a operação de resgate de pilotos americanos no Irã. O presidente dos EUA também ameaçou retomar o Irã "em uma noite" caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até terça-feira (7).
Discurso inusitado na Casa Branca
Em um cenário incomum para discussões militares, Donald Trump se dirigiu a uma plateia de crianças na Casa Branca, em Washington D.C., durante a tradicional caça aos ovos de Páscoa. Ao lado de uma pessoa fantasiada de Coelhinho da Páscoa, Trump mencionou a celebração da religião e declarou que o país está "indo tão bem, como nunca antes", quebrando recordes no mercado de ações e nas forças armadas. Ele também fez referência ao resgate de pilotos americanos no Irã, descrevendo a operação como um feito notável diante da dificuldade de resgatar militares abatidos em território hostil.
Ameaças ao Irã e controvérsia com imprensa
Trump reiterou sua ameaça de atacar infraestruturas civis no Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até 7 de abril. Em resposta, o Comando Militar do Irã classificou as ameaças como "ilusórias" e acusou os EUA de sofrerem "humilhação e vergonha" na região. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, lamentou a morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, atribuindo o ocorrido a "terrorismo" por parte do "inimigo americano-sionista". Trump também se referiu aos iranianos como "animais" ao ser questionado sobre a possibilidade de cometer um crime de guerra ao atacar instalações civis. Ele ainda ameaçou prender um jornalista que noticiou o desaparecimento de um segundo piloto americano no Irã, exigindo a revelação da fonte e alegando que a divulgação colocou a vida do militar em risco. A operação de resgate, segundo Trump, envolveu 155 aeronaves e manobras para despistar o exército iraniano, resultando na destruição de dois aviões C-130 com defeito durante a retirada. O Irã, por sua vez, levantou a suspeita de que a operação americana pode ter sido uma fachada para roubar urânio enriquecido.
Posicionamento sobre o Estreito de Ormuz e petróleo
Trump mencionou a possibilidade de os Estados Unidos cobrarem pedágio para embarcações que atravessem o Estreito de Ormuz após o fim da guerra, afirmando "Nós somos os vencedores". O Irã também analisa um plano para gerenciar e controlar o estreito, reforçando sua soberania e estabelecendo novas regras. O presidente americano declarou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, mas que os cidadãos americanos desejam o fim da guerra.