ONU aprova debate urgente sobre agressões dos EUA a Cuba com 136 votos favoráveis
A Assembleia Geral da ONU aprovou, por 136 votos a favor, a realização de um debate urgente sobre as ações agressivas dos Estados Unidos contra Cuba. Nove países votaram contra, incluindo EUA, Argentina e Israel, enquanto 30 se abstiveram. Cuba rejeitou acusações de ameaça à segurança dos EUA e denunciou o bloqueio econômico como principal obstáculo às relações bilaterais.
Detalhes da votação e reações
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou nesta terça-feira (07/07) a realização de um debate urgente solicitado por Cuba para discutir as ações agressivas dos Estados Unidos contra a ilha. O resultado da votação registrou 136 votos favoráveis, nove contrários e 30 abstenções. Os países que votaram contra foram EUA, Argentina, Costa Rica, Tchéquia, Israel, Marrocos, Macedônia do Norte, Ucrânia e Paraguai. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, agradeceu o apoio internacional e destacou a pressão exercida pelos EUA para sabotar a iniciativa. "Cada voto mostra senso de justiça e coragem", afirmou em publicação no X (antigo Twitter).
Posicionamentos e denúncias
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, refutou a alegação dos EUA de que Cuba representa uma ameaça à segurança norte-americana. "Não há nenhuma declaração do governo cubano, nenhuma evidência, nem mesmo o menor indício de que Cuba tenha a intenção de ameaçar os Estados Unidos", declarou. Rodríguez enfatizou que o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA é o verdadeiro obstáculo à normalização das relações entre os dois países. O Grupo dos 77 e a China, representado pelo Uruguai, expressaram preocupação com a intensificação do bloqueio e pediram a remoção de Cuba da lista unilateral dos EUA de países patrocinadores do terrorismo. A União Europeia também reconheceu o impacto humanitário negativo das sanções.