Incêndio florestal na zona de exclusão de Chernobyl reacende temor de liberação de radiação após ataque russo
Um incêndio florestal de grandes proporções atingiu a zona de exclusão de Chernobyl, na Ucrânia, após um ataque russo que deixou restos de drones no local. O fogo, iniciado em 7 de maio, consumiu 1.200 hectares e só foi controlado nesta terça-feira (12). Autoridades ucranianas garantem que os níveis de radiação permanecem normais, mas o combate às chamas foi dificultado pela presença de minas e pela seca na região.
Combate ao incêndio e riscos adicionais
As autoridades ucranianas informaram que o incêndio, que começou na quinta-feira (7), foi contido nesta terça-feira (12), mas os trabalhos de combate às chamas prosseguem. A situação é agravada pela presença de minas em algumas áreas da zona de exclusão, o que retarda a ação dos bombeiros. Equipamentos especiais são usados para abrir aceiros e vias de acesso, mas áreas potencialmente minadas exigem varredura prévia por especialistas em desativação de explosivos antes da entrada de veículos e equipes. A seca na região também contribuiu para a rápida propagação do fogo.
Monitoramento de radiação e impacto na população
O Centro Estatal Científico-Técnico para Segurança Nuclear e Radiológica da Ucrânia afirmou que o incêndio não representa risco radiológico para a população fora da zona de exclusão. Especialistas monitoram continuamente a direção das nuvens, as condições meteorológicas e modelam possíveis cenários de dispersão de partículas radioativas. Segundo a porta-voz da Defesa Civil Estatal da região de Kiev, Viktoria Ruban, os níveis de radiação permanecem dentro dos limites normais, apesar da extensão do incêndio.