União Europeia planeja eliminar tecnologia chinesa em setores estratégicos e estima custo de R$ 2,1 trilhões até 2030
A União Europeia (UE) propôs restringir o uso de tecnologia chinesa em setores críticos, como energia e telecomunicações, para reforçar a segurança cibernética. Um estudo da Câmara de Comércio da China na UE (CCCEU) estima que a medida custará 367,8 bilhões de euros (R$ 2,1 trilhões) entre 2026 e 2030. A Alemanha será o país mais afetado, com perdas projetadas em 170,8 bilhões de euros (R$ 991,8 bilhões).
Impacto econômico e setores afetados
A proposta da UE visa eliminar gradualmente componentes e sistemas fornecidos por empresas chinesas classificadas como de “alto risco” em 18 setores estratégicos. Segundo estudo encomendado pela CCCEU à KPMG, os custos incluem a substituição de equipamentos instalados, desvalorização de ativos, perda de eficiência operacional e atrasos em projetos de digitalização. Os setores de energia e telecomunicações são os mais impactados, por serem essenciais para as metas digitais e ambientais do bloco. Seis países enfrentarão perdas superiores a 10 bilhões de euros: Alemanha (170,8 bilhões de euros), França, Itália, Espanha, Polônia e Países Baixos.
Reações e tensões geopolíticas
A Huawei, uma das empresas mais afetadas, criticou publicamente a medida. O governo chinês também manifestou oposição, pedindo que a UE retire referências a “países que representam preocupações de cibersegurança” da proposta. A Comissão Europeia recomendou, na segunda-feira (5), restringir o uso de recursos da UE em projetos com investidores de energia de “fornecedores de alto risco”, o que poderia permitir o desligamento remoto de redes elétricas de Estados-membros. O processo legislativo para aprovação das novas regras ainda está em estágios iniciais e deve passar por alterações.