Produção de anabolizantes falsificados ocorria em laboratórios clandestinos com uso de fogão e panela
Uma investigação da Polícia Federal revelou que anabolizantes e produtos para emagrecimento eram fabricados em condições precárias e sem qualquer controle de qualidade. Os produtos eram preparados em laboratórios improvisados, muitas vezes utilizando utensílios domésticos como fogão e panela para dissolver substâncias. A matéria-prima era contrabandeada do Paraguai e os produtos finais eram vendidos em redes sociais e clínicas de estética com rótulos que simulavam uma aparência profissional e confiável, ocultando os riscos graves à saúde dos consumidores.
Produção precária e riscos à saúde
A investigação revelou que a produção de anabolizantes falsificados ocorria em laboratórios clandestinos em diversos estados brasileiros. O processo era rudimentar: em alguns casos, a mistura era levada ao fogo para ser dissolvida, o que aumentava o risco de contaminação e dosagem incorreta. Um dos produtos para emagrecimento continha clembuterol, uma substância de uso veterinário, e a falta de informação nos rótulos impedia que os consumidores soubessem o que estavam ingerindo.
Cadeia de contrabando e distribuição
A matéria-prima para esses produtos entrava no Brasil via fronteira com o Paraguay, muitas vezes escondida em peças de motocicletas. Após a fabricação em laboratórios clandestinos, os produtos eram embalados com rótulos que simulavam origem estrangeira para passar credibilidade e eram distribuídos através de redes sociais, lojas de suplementos e clínicas de estética.