Deputado Lindbergh Farias Cobra Esclarecimentos sobre Papel de Campos Neto no Caso Banco Master
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou investigações formais sobre a atuação do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, na autorização para a compra do Banco Master. Farias alega que a liberação ocorreu em um momento de dúvidas sobre a origem dos recursos e questiona o papel de Campos Neto, especialmente após a prisão de envolvidos no caso.
Pedidos de Investigação e Alegações
Lindbergh Farias protocolou pedidos de investigação contra Roberto Campos Neto na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Polícia Federal (PF) e na Comissão de Ética da Presidência da República. O deputado mencionou que houve três tentativas anteriores de Daniel Vorcaro para adquirir o Banco Master, com dúvidas sobre a origem dos recursos, e considerou a autorização final por Campos Neto no final do ano como 'estranha'. Farias afirmou que o papel de Campos Neto precisa ser "esclarecido" pela Polícia Federal. Ele também apontou o afastamento de diretores do BC investigados no caso, mencionando que Roberto Campos Neto, ao sair do cargo, indicou nomes para serem reconduzidos à Diretoria de Fiscalização, mas o então ministro Haddad optou por outros indicados.
Depoimento de Gabriel Galípolo na CPI
Em relação ao depoimento do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado, Lindbergh Farias expressou a percepção de um 'corporativismo' do Banco Central. Galípolo depôs em 10 de abril e abordou a atuação de Campos Neto, declarando que 'Não há nenhum processo de auditoria ou sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Campos Neto'. Farias reiterou que a compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro foi negada por três vezes pelo antecessor de Campos Neto. O deputado declarou que, apesar de não ter falado com Lula após a declaração de Galípolo, contatou outras pessoas que ficaram 'frustradas'.