23 policiais militares viram réus por chacina que deixou sete mortos em Miracema do Tocantins
Um colegiado de três juízes aceitou a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e tornou réus 23 policiais militares acusados de envolvimento na Chacina de Miracema, ocorrida em fevereiro de 2022. Os PMs respondem por cinco homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio e fraude processual. As investigações indicam que os crimes foram uma represália à morte de um sargento durante operação clandestina.
Contexto da chacina
A Chacina de Miracema ocorreu em fevereiro de 2022 e resultou na morte de sete pessoas ao longo de 48 horas de ataques. Segundo as investigações, a violência teria sido uma resposta à morte do sargento Anamon Rodrigues de Sousa, ocorrida durante uma operação clandestina em um mandiocal. Os policiais militares são acusados de executar Valbiano Marinho da Silva na porta de sua casa, além de outros crimes relacionados à fraude processual e adulteração de provas.
Acusações e defesa
O Ministério Público Estadual (MPTO) denunciou os 23 policiais por cinco homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio e fraude processual. O procurador-geral de Justiça, Abel Leal, afirmou que o grupo atuou de forma orquestrada e que há risco de interferência nas investigações caso sejam soltos. "Foi comprovado que esses policiais adulteraram provas e ameaçaram testemunhas", destacou Leal. A defesa dos militares, representada pelos advogados Paulo Roberto da Silva e Antônio Ianowich, alega que a denúncia carece de fundamentos sólidos e anunciou que recorrerá das prisões preventivas.
Próximos passos
Os policiais militares permanecem detidos em batalhões da Polícia Militar em Palmas desde o dia 8 de maio de 2026. A defesa buscará reverter as prisões preventivas, enquanto o Ministério Público reforçou a necessidade de manter os acusados presos para garantir a integridade das investigações. O caso segue em instrução criminal, com a produção de provas e depoimentos de testemunhas.