Golpe do Falso Advogado Utiliza Dados Reais para Enganar Vítimas
Criminosos estão utilizando informações reais de processos judiciais para se passar por advogados e aplicar o golpe do 'Falso Advogado'. O método envolve a coleta de dados de processos públicos e o contato com as vítimas via WhatsApp, oferecendo liberação de valores de ações ganhas. Para concretizar o crime, solicitam o pagamento de 'taxas judiciárias' ou custas de alvará.
Método do Golpe e Coleta de Informações
O golpe do Falso Advogado inicia com a coleta de dados. Criminosos obtêm telefones, nomes e detalhes de ações judiciais através de sites de vazamento de dados ou consultas em sites de processos que não tramitam em segredo de justiça. Com essas informações, criam perfis no WhatsApp utilizando o nome e a foto do advogado real da vítima, ou o logotipo do escritório. A abordagem consiste em informar que a vítima ganhou uma ação e tem um valor a receber.
Execução do Golpe e Solicitação de Pagamento
Os criminosos induzem a vítima a pagar uma suposta 'taxa judiciária' ou custas de alvará, geralmente via PIX ou boleto. Em casos mais elaborados, simulam audiências virtuais com a participação de falsos promotores, juízes e advogados, chegando a realizar chamadas com o cliente para obter dados bancários.
Impacto e Prisões
O golpe do Falso Advogado já motivou prisões em São Paulo e no Ceará. A polícia tem encontrado bots sendo utilizados para varrer tribunais em busca de vítimas em potencial. Carolina Vissechi, advogada especialista em Direito Digital e Penal, relatou que seus próprios dados foram usados 12 vezes por criminosos.