Diretor de 'Leaving Neverland' acusa Michael Jackson de ser 'pior que Jeffrey Epstein' e critica biopic
Dan Reed, diretor do documentário 'Leaving Neverland', afirmou que Michael Jackson foi 'pior que Jeffrey Epstein' e criticou o novo biopic 'Michael' por ignorar acusações de abuso sexual contra o cantor. Reed questionou como uma obra sobre Jackson pode ser autêntica sem abordar as denúncias de pedofilia que marcaram sua vida.
Críticas ao biopic 'Michael'
O diretor Dan Reed, responsável pelo documentário 'Leaving Neverland' (2019), que abordou acusações de abuso sexual contra Michael Jackson, classificou o cantor como 'pior que Jeffrey Epstein' em entrevista ao *Hollywood Reporter*. Reed criticou duramente o biopic 'Michael', lançado em 2026, por omitir as alegações de abuso feitas por Wade Robson e James Safechuck, que afirmaram terem sido molestados por Jackson na infância. Segundo Reed, o filme é 'surpreendentemente desonesto' ao descreditar as experiências das vítimas e ignorar um aspecto central da vida do astro. 'Como contar uma história autêntica sobre Michael Jackson sem mencionar que ele foi seriamente acusado de ser um molestador de crianças?', questionou o diretor.
Pressão do espólio de Jackson e mudanças no roteiro
De acordo com um relatório da *Variety*, o terceiro ato do filme 'Michael' originalmente exploraria o impacto das acusações de abuso sexual na vida de Jackson. No entanto, o espólio do cantor teria pago cerca de US$ 15 milhões para refilmagens após descobrir que o acordo extrajudicial com Jordan Chandler, o primeiro acusador de Jackson, incluía uma cláusula proibindo sua representação na tela. Antoine Fuqua, diretor do biopic, admitiu ceticismo em relação às acusações, especialmente contra pais das vítimas, como o de Chandler, mas destacou a complexidade do tema ao abordar a desconfiança histórica em relação a acusações contra figuras negras influentes.