Inadimplência no agronegócio brasileiro atinge 8,2% em 2025, maior patamar desde 2020
A inadimplência no agronegócio brasileiro fechou 2025 em 8,2%, um aumento de um ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024, segundo levantamento da Serasa Experian. O setor enfrenta margens apertadas, custos elevados com fertilizantes e combustíveis, além de crédito mais seletivo. Produtores rurais sem registro rural lideram os índices de inadimplência, com 9,9%.
Fatores que pressionam a inadimplência
O aumento da inadimplência no agronegócio é atribuído a uma combinação de fatores, incluindo a alta nos custos de fertilizantes e combustíveis, impactados pela guerra no Irã. Além disso, os produtores rurais enfrentam preços voláteis e um cenário de crédito mais restritivo. Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, 'a inadimplência segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado'. A maior parte das dívidas inadimplentes (7,2%) está concentrada em instituições financeiras.
Perfil dos inadimplentes e impacto regional
Os dados da Serasa Experian revelam que produtores rurais sem registro rural — possivelmente arrendatários ou integrantes de grupos familiares — apresentam o maior índice de inadimplência, com 9,9%. Em seguida, aparecem os grandes proprietários (9,8%), médios (8,3%) e pequenos (7,8%). Regionalmente, o Rio Grande do Sul registrou o melhor desempenho no indicador. O Banco do Brasil, principal financiador do setor, sofre impacto direto com o aumento da inadimplência, que considera dívidas vencidas há mais de 180 dias.