Lula Indica Jorge Messias para o STF em Meio a Crise e Calendário Eleitoral
O governo brasileiro enviou ao Senado a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), visando completar a corte em um momento de crise reputacional e com importantes julgamentos em pauta. A pressa na indicação se deve ao calendário eleitoral e à preocupação em evitar atrasos na sabatina e votação.
Indicação para Completar a Corte
Jorge Messias foi indicado pelo presidente Lula para uma vaga no STF, substituindo o ministro Barroso, que se aposentou em outubro. O Supremo Tribunal Federal tem operado com 10 ministros desde então. O nome de Messias foi escolhido em novembro, mas enviado ao Senado apenas na semana passada, com o objetivo de restabelecer a formação completa da Corte. A decisão de enviar a indicação agora visa evitar que o governo seja responsabilizado por uma demora em completar o quadro do STF, especialmente em um contexto de crise reputacional envolvendo ministros em casos como o do "caso Master". A mensagem do Planalto ao STF é de que o nome foi enviado e a responsabilidade pela aprovação recai sobre o Senado.
Calendário Eleitoral e Pressão no Senado
A proximidade das eleições de 2026 intensifica a urgência na aprovação de Messias. Aliados do indicado e setores do Planalto defendem a necessidade de resolver a sabatina e votação o mais rápido possível, argumentando que o Congresso tende a ter menos atividade em anos eleitorais, com parlamentares focados em suas próprias campanhas. Há uma preocupação de que um atraso maior possa diminuir as chances de aprovação. Um alerta adicional veio com a cogitação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de adiar a sabatina para depois de outubro. Para contornar essa possibilidade, o governo optou por não postergar mais o envio da indicação.
Disputas Internas e Mobilização no STF
Nos bastidores do STF, diferentes grupos estariam trabalhando para garantir a aprovação de Jorge Messias. Relatos de aliados indicam o envolvimento dos ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça nesse esforço. Além disso, já se especula sobre uma disputa entre grupos dentro da Corte para influenciar o voto de Messias em temas de interesse específico, caso sua indicação seja aprovada e ele se torne ministro.