Netflix é criticada por transformar arte do roast em espetáculo cansativo e pouco engraçado
A plataforma Netflix enfrenta críticas por estender o formato de roasts a limites exaustivos, como no especial 'The Roast of Kevin Hart', que durou três horas e foi considerado pouco engraçado. Comediantes e especialistas questionam a abordagem 'supersize' da empresa, que tem desvirtuado a essência do gênero.
O declínio do formato de roasts na Netflix
O especial 'The Roast of Kevin Hart', produzido pela Netflix, foi duramente criticado por sua duração excessiva de três horas, considerada cansativa e pouco engraçada. O comediante Jeff Ross, conhecido por seu trabalho no gênero, foi apontado como uma das figuras que pareciam desconfortáveis com o formato inflado. Participações como a de Pete Davidson e Chelsea Handler foram descritas como forçadas, e até mesmo Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, teria deixado o evento antes do fim. A plataforma iniciou sua incursão no formato em 2019 com a série 'Historical Roasts', que recriava roasts fictícios de figuras históricas como Abraham Lincoln e Anne Frank, mas o resultado foi considerado bizarro e pouco eficaz.
Sucesso relativo e exceções no gênero
Apesar das críticas, o roast de Tom Brady em 2024, também produzido pela Netflix, foi considerado um sucesso relativo, mesmo com sua duração de três horas e cenário inadequado para comédia, como o Kia Forum, com capacidade para 18 mil pessoas. O evento destacou a comediante Nikki Glaser, que posteriormente apresentou os Golden Globes em 2025 e 2026. Glaser, no entanto, optou por não participar do roast de Kevin Hart, evitando associar sua imagem ao que foi considerado um fracasso de formato.