Júri popular julga homem acusado de tentativa de feminicídio contra ex-companheira no Distrito Federal
O Tribunal do Júri do Gama, no Distrito Federal, realiza nesta quarta-feira (27) o julgamento de Geir Souza de Jesus, acusado de tentar matar a ex-companheira a facadas em janeiro de 2025. O caso é o primeiro na circunscrição analisado sob a nova Lei do Feminicídio (Lei nº 14.994/2024), que tornou o crime autônomo e aumentou as penas. O réu foi preso três dias após o ataque, escondido na casa de parentes em Minas Gerais.
Detalhes do crime e prisão
Segundo a acusação, a vítima chegava ao apartamento onde morava quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, Geir Souza de Jesus. Ele teria invadido o prédio residencial e, ao encontrá-la, desferiu golpes de faca antes de fugir. Geir Souza foi preso três dias depois, dentro de um ônibus voltando para o Distrito Federal, após se esconder na casa de parentes no interior de Minas Gerais. O Ministério Público (MP) sustenta que o acusado agiu com intenção de matar e que o crime não foi consumado por circunstâncias alheias à sua vontade.
Qualificadoras do crime
O Ministério Público apontou quatro qualificadoras para o crime: motivo torpe, devido ao inconformismo do acusado com o fim do relacionamento; emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida pelo ataque; uso de meio cruel, com golpes violentos que causaram intenso sofrimento físico e hemorragias graves; e o contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, o MP destacou que Geir Souza descumpriu medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.