Trump Ameaça Atacar Cuba Após Concluir Conflito com Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os EUA poderiam invadir Cuba após o término da guerra contra o Irã. Ele justificou a potencial ação como algo que "agradaria a muitos cubanos-estadunidenses" e criticou a gestão cubana sob os regimes de Fidel e Raúl Castro, classificando o sistema de governo como "terrível" e o Estado como "falido".
Declaração de Trump e Motivações
Durante uma coletiva de imprensa local em 13 de abril, Donald Trump expressou a possibilidade de um ataque a Cuba após a resolução do conflito com o Irã. O presidente americano afirmou que tal medida seria bem recebida por uma parcela significativa de cubano-estadunidenses, majoritariamente seus eleitores. Trump criticou a administração cubana, citando a gestão prolongada sob os "regimes dos Castro" e descrevendo o sistema governamental como "terrível" e o Estado como "falido". Ele não fez menção ao embargo econômico dos EUA, vigente desde 1962, como fator no desenvolvimento econômico cubano.
Cuba Avalia Movimentação dos EUA e Prepara Defesa
Em entrevista à Agência Brasil, o diplomata cubano José Cabañas Rodríguez, que anteriormente serviu como embaixador de Cuba nos Estados Unidos, indicou que o país está ciente e preparado para a possibilidade de uma invasão. Cabañas, atualmente diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (CIPI) em Havana, declarou que a análise da iminência de uma invasão é um trabalho constante, com monitoramento do movimento das forças militares e a compreensão de que conflitos modernos podem ocorrer à distância. Ele acrescentou que Cuba "historicamente se preparou" para tal cenário, enfatizando que a "unidade do povo" é a chave para enfrentar uma eventual situação de ataque.
Presidente de Cuba Disposto a Defender o País
No dia 12 de abril, em uma entrevista à NBC News, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou sua disposição em defender o país "até a morte" em caso de um ataque militar dos Estados Unidos. Ao ser questionado sobre seus temores em relação a tal possibilidade, Díaz-Canel expressou sua convicção na defesa nacional.