Starlink enfrenta desafios para superar operadoras tradicionais em áreas urbanas até 2027
A SpaceX anunciou meta de oferecer serviço móvel superior ao de AT&T, Verizon e T-Mobile até o fim de 2027, mas analista aponta obstáculos técnicos e econômicos. Especialista destaca dificuldades de cobertura em cidades devido a barreiras físicas e necessidade de infraestrutura adicional para competir com redes terrestres.
Planos ambiciosos da Starlink para 2027
A SpaceX, por meio de sua presidente Gwynne Shotwell, afirmou em recente teleconferência de resultados que a Starlink pretende oferecer serviço móvel superior ao das principais operadoras dos EUA — AT&T, Verizon e T-Mobile — até o final de 2027. A empresa já opera como uma rede de segurança via satélite, conectando dispositivos em áreas remotas ou em situações de emergência, e registrou receita de US$ 1,66 bilhão no segundo trimestre de 2026, tornando-se a fonte de lucro mais rentável das empresas de Elon Musk.
Desafios técnicos em áreas urbanas
Benedict Evans, ex-sócio da Andreessen Horowitz e especialista em tecnologia móvel, questionou a viabilidade do plano da Starlink em áreas urbanas. Segundo Evans, a cobertura em cidades é dificultada por estruturas de aço e concreto, que bloqueiam sinais após poucas dezenas de metros. "O difícil é ter cobertura em uma cidade com aço e concreto bloqueando todo sinal após 50 jardas", escreveu Evans em postagem no Threads. Ele destacou que a necessidade de construir um grande número de pequenas estações terrestres para ampliar a cobertura pode comprometer a rentabilidade do serviço.
Infraestrutura e viabilidade econômica
Elon Musk mencionou na teleconferência que a Starlink planeja implantar "um grande número de pequenas estações" em vez de grandes torres de celular para expandir sua cobertura. Evans, no entanto, levantou dúvidas sobre a equação econômica desse modelo. "Você pode economizar dinheiro suficiente usando satélites para áreas rurais e backhaul em algumas (quantas?) de suas estações-base para oferecer uma vantagem de custo significativa? Qual é a álgebra?", questionou o analista. A expansão da infraestrutura necessária para competir com as operadoras tradicionais pode reduzir a margem de lucro da Starlink, atualmente impulsionada por sua atuação em áreas remotas e emergenciais.