Influenciadores e líderes religiosos dos EUA defendem fim do voto feminino e submissão das mulheres
Influenciadores de ultradireita, pastores evangélicos e comentaristas conservadores nos Estados Unidos têm intensificado discursos públicos contra o direito ao voto feminino. Propostas incluem a revogação da 19ª Emenda, que garantiu o sufrágio às mulheres em 1920, e a adoção de um sistema de 'um voto por família', decidido pelo marido. O governo Trump também propôs reformas eleitorais que dificultam o voto de mulheres casadas que mudaram de sobrenome.
Discursos e propostas contra o sufrágio feminino
O influenciador de ultradireita Nick Fuentes declarou em um podcast que eliminaria o direito ao voto das mulheres, ecoando um discurso crescente na 'machosfera' e entre grupos conservadores. O pastor Doug Wilson, da Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas, defende a ideia de 'um voto por família, decidido pelo marido', enquanto o pastor Dale Partridge publicou no Instagram que 'as mulheres votam de forma emocional' e que 'a política nacional está feminizada'. Partridge chegou a defender explicitamente o fim da 19ª Emenda, que garantiu o direito ao voto feminino nos EUA há 126 anos.
Reforma eleitoral e obstáculos burocráticos
O governo de Donald Trump propôs uma reforma eleitoral que cria obstáculos burocráticos ao voto de mulheres casadas que adotaram o sobrenome do marido. Embora não revogue a 19ª Emenda, a medida representa uma dificuldade significativa para o exercício desse direito. Além disso, o discurso contra o voto feminino não é exclusivo de homens: a comentarista conservadora Helen Andrews escreveu sobre os 'perigos da grande feminização institucional', e o jornal *The New York Times* publicou reportagem sobre mulheres adeptas do patriarcado bíblico que apoiam a ideia de apenas um voto por domicílio.