Grupo planejava explodir Palácio do Planalto e atacar debate do 2º turno das eleições 2026, diz Polícia Civil do DF
Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal revelou um grupo que planejava atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília, incluindo a explosão do Palácio do Planalto e do local do debate do segundo turno das eleições 2026. As autoridades monitoraram conversas em grupos do Telegram com discursos de ódio, neonazismo e instruções para fabricação de explosivos. O Ministério da Justiça classificou os planos como 'atentados sérios' e destacou a periculosidade das ações.
Planos e monitoramento
O grupo, composto por indivíduos que nunca se encontraram pessoalmente, utilizava dois canais no aplicativo Telegram para coordenar os ataques. Um dos grupos, com mais de 600 integrantes, exibia a foto de Adolf Hitler como imagem de perfil. Os membros discutiam a fabricação de explosivos e a identificação de alvos estratégicos, como o Palácio do Planalto e o local onde ocorreria o debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. "Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens interceptadas. Outra mensagem destacava: "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar".
Atuação das autoridades
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Ciberlab, monitorou as conversas e classificou as ações como de "elevado grau de periculosidade". O ministro Wellington César Lima e Silva afirmou que "não eram práticas inocentes" e que os planos envolviam "atentados sérios". Um relatório do Ciberlab apontou a disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência. O acesso aos grupos era restrito, exigindo links específicos ou buscas por nomes exatos. Dos mais de 600 integrantes do grupo maior, 46 foram convidados para um canal ainda mais restrito, onde os planos eram detalhados.