Acusadora de candidato ao Senado dos EUA critica cobertura do 'The New York Times' e detalha alegações de abuso
Lyndsey Fifield, uma das mulheres que acusou o candidato ao Senado pelo Maine, Graham Platner, de comportamento abusivo, criticou a cobertura do The New York Times sobre suas alegações iniciais. Segundo Fifield, a reportagem do jornal contribuiu para que suas denúncias não fossem levadas a sério, apesar de ter fornecido extensa documentação e contatos de testemunhas.
Detalhes das alegações e resposta ao The New York Times
Lyndsey Fifield afirmou que forneceu ao The New York Times documentos como entradas de diário, e-mails para um locador, capturas de tela de conversas e os nomes de cinco amigos, ex-companheiros e outras testemunhas que poderiam corroborar seu relato. No entanto, ela alega que o jornal contatou apenas duas das cinco pessoas indicadas, ambas sem conhecimento direto sobre o suposto abuso. Fifield também mencionou que ex-colegas de quarto e seu ex-noivo poderiam confirmar episódios de perseguição, mas não foram procurados. "Eu entendo por que líderes democratas não levaram nossas histórias a sério quando o Times as reportou em junho, mas agora estão levando. Foi por design", declarou.
Pressão política e reações
Após a publicação de um relatório do Politico sobre as alegações de abuso, aumentou a pressão para que Graham Platner desista da corrida ao Senado. Fifield destacou que, apesar de ter apresentado provas e testemunhas, a cobertura inicial do The New York Times, que afirmou não conseguir corroborar certos aspectos de sua história, minou a credibilidade de suas denúncias. Ela ressaltou que a mudança de postura dos líderes democratas só ocorreu após a repercussão do caso.