UFC demite dois servidores por assédio sexual e investiga outros 17 casos
A Universidade Federal do Ceará (UFC) demitiu dois funcionários por assédio sexual contra estudantes e servidores, marcando as primeiras expulsões por esse motivo na instituição. Um professor e um técnico-administrativo foram afastados após denúncias comprovadas. Outros 17 casos ainda estão em investigação.
Casos comprovados e demissões
A UFC demitiu um técnico-administrativo e uma professora após denúncias de assédio sexual. No caso do servidor administrativo, uma aluna relatou perseguição, envio de presentes indesejados, conversas sobre sexo e insistência em encontros durante 2024. A denúncia foi feita via plataforma Fala.br, e a Comissão Permanente de Processo Administrativo (CCPAD) recomendou o afastamento imediato do denunciado. Após investigação, a defesa do servidor foi considerada insuficiente, e a Reitoria, sob comando do reitor Custódio Almeida, confirmou a demissão. O processo durou cerca de um ano.
Processo disciplinar e investigações em andamento
A professora demitida foi alvo de dez denúncias, envolvendo assédio sexual contra homens e mulheres. A UFC destacou que, anteriormente, a penalidade máxima para casos de assédio era de três meses de suspensão, mas as demissões recentes representam um endurecimento nas medidas disciplinares. Além desses casos, a universidade investiga outros 17 episódios de assédio sexual, reforçando o compromisso com a apuração rigorosa das denúncias.