Hollywood acelera uso de IA em produções cinematográficas e séries com redução drástica de prazos e custos
Estúdios e produtoras de Hollywood estão adotando inteligência artificial para reduzir prazos de produção e custos, com casos como a série 'The Old Stories: Moses', filmada em uma semana usando tecnologia de virtual production. Executivos destacam a necessidade de integrar IA ao processo criativo, enquanto plataformas como Amazon Prime Video e Netflix investem milhões em startups do setor. Martin Scorsese também passou a utilizar IA em pré-visualização de projetos.
Produções com IA reduzem tempo e custos
A série 'The Old Stories: Moses', estrelada por Ben Kingsley e lançada na Amazon Prime Video, foi preparada em três semanas e filmada em apenas uma semana, utilizando um estúdio de virtual production com IA para renderizar cenários e atores em tempo real. Jon Erwin, CEO da Innovation Dreams, destacou durante a conferência 'AI on the Lot' que a tecnologia não deve ser desenvolvida em um 'vácuo teórico', mas sim aplicada em projetos reais para testar seus limites. A produção não saiu do estúdio durante as filmagens, demonstrando a eficiência da IA na redução de custos logísticos.
Investimentos e integração da IA em grandes estúdios
A Netflix pagou até US$ 600 milhões pela aquisição da startup de IA de Ben Affleck, enquanto estúdios integram ferramentas de IA em seus fluxos de trabalho. Modelos de vídeo avançados, como o Seedance 2.0 da ByteDance, têm ganhado destaque. Martin Scorsese, conhecido por seu rigor cinematográfico, passou a adotar IA para pré-visualização e storyboarding em novos projetos, sinalizando uma mudança de paradigma na indústria. A Amazon também apoiou a produção de 'The Old Stories: Moses', reforçando o papel das big techs no avanço dessas tecnologias.
Impacto na narrativa e resistência na indústria
Além da redução de custos e prazos, a IA está sendo usada para expandir as possibilidades narrativas, como em curtas-metragens animados e projetos experimentais. No entanto, a adoção da tecnologia tem gerado resistência em parte da comunidade criativa, que questiona os impactos na qualidade artística e nos empregos tradicionais do setor. Executivos argumentam que a IA não substituirá a criatividade humana, mas sim ampliará suas capacidades, permitindo a realização de projetos antes considerados inviáveis.