EUA Implementam Bloqueio Naval no Estreito de Ormuz; Irã e Aliados Rejeitam Medida
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio naval total do Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo. A medida, que visa retaliar o Irã por sua recusa em abandonar o programa nuclear e por supostamente ter instalado minas marítimas, gerou condenações de Rússia, China e União Europeia, que alertam para o prejuízo ao comércio mundial.
Bloqueio Naval e Suas Implicações
A partir de segunda-feira, 13 de abril de 2026, as forças militares dos Estados Unidos iniciarão o bloqueio de todo o tráfego marítimo que chega e sai de portos do Irã através do Estreito de Ormuz. Embarcações com outras origens ou destinos serão autorizadas a passar. O Estreito, crucial para o comércio global de petróleo, já estava sob bloqueio de fato pelo Irã desde 28 de fevereiro, em resposta a ataques americanos e israelenses. Trump também instruiu a Marinha a interceptar navios que paguem pedágio ao Irã e a destruir minas marítimas na região, ameaçando com retaliação direta qualquer iraniano que atire contra embarcações pacíficas. O bloqueio ocorre após o fracasso das negociações de paz entre EUA e Irã no Paquistão, com ambas as partes se acusando mutuamente de intransigência.
Reações Internacionais e Ameaças do Irã
A China, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, pediu "calma" e "moderação", afirmando que a causa profunda do fechamento do estreito é a represália iraniana às agressões americanas e israelenses, e defendeu um cessar-fogo. A Rússia, por meio do porta-voz presidencial Dmitry Peskov, alertou para o impacto negativo nos mercados internacionais. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que o país "não está sendo arrastado" para a guerra. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a "fundamental" importância da liberdade de navegação e a necessidade de estabilidade na região. O Exército do Irã classificou a ação dos EUA como "ilegal" e um "exemplo de pirataria", ameaçando retaliar contra portos nos Golfos Pérsico e do Omã caso a segurança de seus portos seja ameaçada por um bloqueio naval americano. Os Guardiões da Revolução iranianos declararam que qualquer aproximação militar ao Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo em vigor e será respondida com firmeza.