NOAA prevê temporada de furacões abaixo da média no Atlântico Norte em 2026 devido ao El Niño
A agência meteorológica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou previsão indicando que a temporada de furacões no Atlântico Norte em 2026 deve ficar abaixo da média histórica. O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico, é apontado como principal fator para a redução da atividade ciclônica. A projeção inclui entre 8 e 14 tempestades tropicais nomeadas, das quais 3 a 6 podem se tornar furacões.
Impacto do El Niño na temporada de furacões
O El Niño, que deve se intensificar no segundo semestre de 2026, altera a circulação atmosférica global e aumenta o cisalhamento dos ventos em altitude no Atlântico Norte. Esse mecanismo dificulta a formação e o fortalecimento de furacões, reduzindo a probabilidade de tempestades severas. Segundo a NOAA, há 55% de chance de a temporada ficar abaixo da média histórica, com apenas 10% de probabilidade de superar o padrão. A confiança na previsão é de 70%.
Projeções e critérios técnicos
A NOAA projeta entre 8 e 14 tempestades tropicais nomeadas (ventos sustentados a partir de 63 km/h) para o período de 1º de junho a 30 de novembro. Desse total, 3 a 6 podem evoluir para furacões (ventos acima de 119 km/h), e 1 a 3 podem se tornar furacões de grande intensidade (categorias 3, 4 ou 5, com ventos acima de 178 km/h). Apesar de águas mais quentes no Atlântico e ventos alísios mais fracos — fatores que favoreceriam a formação de tempestades —, o efeito do El Niño deve prevalecer na redução da atividade ciclônica.