STF torna policiais réus por obstrução na investigação do caso Marielle Franco
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para tornar réus os policiais Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto por associação criminosa armada e obstrução de Justiça. A decisão ocorre no contexto da investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro.
Contexto e decisão judicial
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu tornar réus três policiais acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de associação criminosa e obstrução de Justiça. Segundo a PGR, os investigados atuaram para dificultar o esclarecimento do crime, que ocorreu em março de 2018. O julgamento está sendo realizado no plenário virtual da Primeira Turma do STF e segue aberto até 22 de maio de 2026.
Condenações anteriores
Em fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF já havia condenado os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão, apontados como mandantes do assassinato. Além disso, foi fixada uma indenização de R$ 7 milhões às famílias das vítimas. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, também foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Outros dois acusados receberam penas por participação no crime e na organização criminosa.