Trump Aprova Pesquisa Acelerada com Ibogaína por Mensagem de Texto Após Pressão de Joe Rogan
O presidente dos Estados Unidos assinou uma ordem executiva para acelerar a pesquisa e aprovação da ibogaína, substância psicodélica, no tratamento de ansiedade, depressão e dependência de opioides. A decisão foi tomada após troca de mensagens com o podcaster Joe Rogan, que apresentou dados sobre a eficácia do composto.
Detalhes da Ordem Executiva
A ordem assinada por Donald Trump no Salão Oval determina que a FDA (Food and Drug Administration) estabeleça um caminho para pacientes elegíveis acessarem drogas psicodélicas em investigação, incluindo compostos de ibogaína, desde que atendam a requisitos básicos de segurança. O documento também exige que a agência acelere a revisão desses tratamentos para doenças mentais graves, como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e dependência química. Segundo o comunicado da Casa Branca, a medida visa "acelerar o acesso a tratamentos para pacientes com doenças mentais graves". O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., e o CEO da Americans for Ibogaine, W. Bryan Hubbard, estiveram presentes na cerimônia.
Intervenção de Joe Rogan
Joe Rogan revelou que enviou informações ao presidente sobre os benefícios da ibogaína no tratamento de dependentes de opioides. Segundo o podcaster, Trump respondeu por mensagem de texto: "Parece ótimo. Você quer aprovação da FDA? Vamos fazer isso!". Rogan destacou a gravidade da crise de opioides nos EUA, citando que mais de 80 mil pessoas morreram por overdose em 2024 e que cinco milhões sofrem com dependência. Ele apresentou estudos indicando que uma dose de ibogaína libera 80% dos pacientes da dependência, enquanto duas doses elevam a taxa para mais de 90%.
Contexto Científico
A ibogaína é um alcaloide psicodélico extraído da raiz da planta africana *Tabernanthe iboga*. Pesquisas, incluindo estudos da Stanford Medicine em 2024, sugerem que a substância pode interromper a dependência de opioides e reduzir sintomas de depressão e ansiedade. No entanto, seu uso ainda é restrito em vários países devido a riscos cardiovasculares e falta de regulamentação.