Robert F. Kennedy Jr. tem negação da teoria dos germes desmentida em audiência no Senado dos EUA
Em audiência no Senado dos EUA, o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. teve sua negação da teoria dos germes — princípio científico que estabelece que micróbios patogênicos causam doenças específicas — confrontada e desmentida por senadores. Kennedy, conhecido por suas posições antivacinas, defendeu ideias baseadas na teoria do terreno, já descartada pela ciência, durante depoimento no Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões. A troca de argumentos marcou um dos raros momentos em que sua rejeição à teoria dos germes foi exposta em um fórum público de alto nível.
Contexto e reações na audiência
Durante a audiência, o senador Bernie Sanders (I-Vt.) questionou diretamente Kennedy sobre sua rejeição à teoria dos germes, um dos pilares da medicina moderna. Kennedy defendeu sua visão, alegando que doenças surgem de desequilíbrios no 'terreno' interno do corpo, causados por má nutrição e exposição a toxinas ambientais. O senador Bill Cassidy, médico de formação, rebateu as alegações de Kennedy em tempo real, reafirmando a validade científica da teoria dos germes. A discussão destacou a postura negacionista de Kennedy, que já havia expressado suas ideias em seu livro *The Real Anthony Fauci* (2021), onde ataca a teoria dos germes como uma ferramenta de interesses farmacêuticos.
Teorias descartadas e impacto na saúde pública
Kennedy confunde conceitos históricos ao associar suas ideias à teoria miasmática, que atribuía doenças a 'maus ares' ou vapores de matéria em decomposição. Essa teoria foi substituída pela teoria dos germes no século XIX, após descobertas de cientistas como Louis Pasteur e Robert Koch. A teoria do terreno, mencionada por Kennedy, nunca foi amplamente aceita pela comunidade científica. Especialistas alertam que a disseminação de tais ideias pode minar a confiança em vacinas e tratamentos médicos baseados em evidências, representando um risco para a saúde pública.