Porta-aviões USS Nimitz dos EUA chega ao Caribe em meio a escalada de tensões com Cuba
O porta-aviões USS Nimitz e seu grupo de ataque entraram no Mar do Caribe em 20 de maio de 2026, como parte da Operação Southern Seas 2026. A ação ocorre no mesmo dia em que o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra o general Raúl Castro e reforça a presença militar norte-americana na região, incluindo exercícios navais e manobras conjuntas com países aliados.
Detalhes da operação militar
O Comando Sul dos Estados Unidos anunciou a chegada do porta-aviões USS Nimitz ao Mar do Caribe, acompanhado por destróieres, aeronaves embarcadas e outros navios, como o USS Gridley (DDG 101) e o USNS Patuxent (T-AO 201). A operação, denominada Southern Seas 2026, tem como objetivo declarado 'fortalecer a cooperação marítima e a interoperabilidade com nações aliadas na região'. Além de exercícios navais, estão previstas visitas a portos e manobras conjuntas com forças militares latino-americanas e caribenhas. O comunicado do Comando Sul destacou que o grupo de ataque representa 'prontidão e presença incomparáveis, alcance e letalidade, e vantagem estratégica'.
Contexto das tensões com Cuba
A chegada do USS Nimitz ao Caribe coincide com um momento de alta tensão entre Estados Unidos e Cuba. No mesmo dia, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra o general Raúl Castro, líder histórico da Revolução Cubana. Em 2025, os EUA já haviam enviado outro porta-aviões, o USS Gerald Ford, para a região sob a justificativa de combate ao narcotráfico, operação que resultou em mais de 190 execuções extrajudiciais, segundo relatos. A presença militar norte-americana na área é interpretada como uma demonstração de força em resposta a supostas ameaças regionais.