Ex-funcionária relata assédio sexual por ministro do STJ; depoimentos confirmam relatos
Uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relatou episódios de assédio sexual, incluindo toques nas nádegas e comentários inapropriados. Duas testemunhas do gabinete confirmaram os relatos, que teriam ocorrido entre 2023 e 2025. A denúncia foi formalizada após um episódio envolvendo uma jovem de 18 anos em Santa Catarina.
Relatos de Assédio e Testemunhos
A ex-funcionária terceirizada detalhou que o ministro Marco Buzzi teria tocado suas nádegas, segurado seus braços, mostrado uma foto sensual em seu celular e feito comentários inapropriados. Duas testemunhas, servidores do gabinete de Buzzi, corroboraram que a ex-funcionária relatava esses episódios de assédio sexual no período em que ocorriam, entre 2023 e 2025.
Motivação da Denúncia e Medo
A mulher só formalizou a denúncia neste ano, após uma jovem de 18 anos ter acionado a polícia contra Buzzi, alegando ter sido tocada por ele em uma praia de Santa Catarina em janeiro. Segundo a ex-funcionária terceirizada, o motivo de não ter denunciado o ministro anteriormente era o medo.
Procedimento Administrativo e Afastamento do Ministro
Os depoimentos da ex-funcionária e das duas testemunhas foram prestados no âmbito de um procedimento administrativo que apura preliminarmente a conduta de Buzzi. O ministro está afastado cautelarmente de suas funções desde 10 de fevereiro, por decisão de seus pares no STJ. Na próxima terça-feira, o tribunal decidirá sobre a abertura de um processo administrativo contra Buzzi, que pode resultar em seu afastamento definitivo.
Contexto do Emprego e Oportunidade
A funcionária terceirizada ingressou no gabinete de Buzzi em 2022, na função de mensageira, após se formar em direito e enviar currículos para diversos tribunais. Ela considerava este emprego como 'a maior oportunidade' de sua vida. Sua responsabilidade incluía abrir o gabinete às 8h, chegando antes dos demais funcionários.