Drones são responsáveis por 80% da entrada de ilícitos em presídio do Amapá, aponta operação policial
A 11ª fase da Operação Mute revelou que drones são a principal via de entrada de ilícitos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), correspondendo a 80% dos casos. Quatro pessoas foram presas e um detento identificado como destinatário de encomendas ilegais. A operação também apreendeu celulares, relógios inteligentes e dinheiro.
Operação Mute e vulnerabilidades no sistema prisional
A Operação Mute, encerrada em 22 de maio de 2026, identificou que drones são responsáveis por 80% da entrada de ilícitos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá. Durante a ação, quatro pessoas foram presas, e um detento foi apontado como destinatário de uma encomenda ilegal. No veículo apreendido próximo ao Iapen, foram encontrados drones, relógios inteligentes, dinheiro, carregadores e celulares. O diretor-presidente do Iapen, Luiz Carlos Gomes, destacou que o espaço aéreo se tornou a maior vulnerabilidade da segurança prisional, com facções criminosas utilizando tecnologia para burlar a fiscalização.
Tecnologia e comunicação ilegal dentro dos presídios
Além dos drones, a operação também alertou para o uso de relógios inteligentes, que, por serem pequenos e discretos, possuem funções semelhantes às dos celulares. Segundo o diretor do Iapen, um celular nas mãos de um preso é a principal ferramenta para a organização e atuação de facções criminosas. Investigações indicam que diversos crimes, incluindo golpes virtuais, são planejados de dentro do presídio. Nesta fase da Operação Mute, mais de 120 policiais revistaram 60 celas e transferiram 550 presos das alas masculina, feminina e de unidades especiais.