Ex-executivo da Meta afirma que Zuckerberg priorizou lucro e engajamento em detrimento da segurança de crianças
O ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Béjar, testemunhou em um julgamento histórico nos Estados Unidos, afirmando que Mark Zuckerberg criou uma cultura onde a segurança de menores de idade era secundária ao crescimento das plataformas. Béjar alegou que a empresa possuía tecnologia para identificar e barrar usuários menores de 13 anos, mas optou por uma política de 'não pergunte, não conte' por considerar financeiramente vantajoso manter esses usuários para o futuro. Ele criticou ferramentas de pausa como 'projetadas para falhar' e afirmou que, sob a liderança de Zuckerberg, mudanças eram implementadas rapidamente quando o CEO definia algo como prioridade. A Meta nega as acusações, argumentando que as declarações de Béjar extrapolam suas funções na empresa.
Testemunho de Arturo Béjar
Arturo Béjar, que trabalhou na Meta entre 2009 e 2015 e atuou como consultor até 2021, afirmou que a estrutura hierárquica da empresa permitia que as decisões de Zuckerberg fossem implementadas rapidamente. Ele declarou: 'Se Mark torna algo uma prioridade, montanhas se movem em meses'. Béjar destacou que a empresa utilizava métricas de engajamento e usuários ativos para recompensar funcionários, o que colocava a segurança em segundo plano.
Acusações de negligência e lucro
O ex-executivo revelou que a Meta possuía ferramentas para identificar usuários com menos de 13 anos, mas não as aplicava em larga escala. Ele afirmou que a empresa adotou uma postura de 'não pergunte, não conte' porque manter crianças nas plataformas era estrategicamente lucrativo. Além disso, ele criticou as ferramentas de pausa no uso do Instagram, afirmando que elas não vinham ativadas por padrão e eram facilmente ignoradas pelos usuários.