Biometria palmar avança como solução antifraude no transporte público brasileiro
Tecnologia de autenticação por veias da palma da mão é adotada para prevenir fraudes e otimizar o fluxo em catracas de transporte público. Sistema usa luz infravermelha para capturar padrão vascular único, eliminando a necessidade de cartões ou celulares. Dados são protegidos por criptografia pós-quântica e privacidade por design.
Tecnologia e funcionamento
A biometria palmar utiliza luz infravermelha para mapear o padrão de veias subcutâneas, que é único para cada indivíduo, inclusive gêmeos univitelinos. O processo de autenticação ocorre em menos de um segundo, otimizando o fluxo nas catracas e eliminando a dependência de cartões ou dispositivos móveis. Segundo Leonardo Araújo, CEO da Biostation, a tecnologia foca no que o usuário 'é', não no que 'tem', reduzindo fraudes como o repasse de benefícios tarifários para terceiros.
Segurança e privacidade
Os dados biométricos são protegidos por criptografia pós-quântica (PQC), resistente a ataques de computadores quânticos, e seguem o princípio de 'privacy by design'. Mesmo em caso de vazamento, os dados são inutilizáveis, pois são convertidos em modelos matemáticos incompreensíveis. Diferentemente da biometria facial, o mapa venoso palmar fica oculto sob a pele, tornando-o menos vulnerável a fraudes como deepfakes.
Desafios e expansão
O principal desafio para a expansão da tecnologia é o cadastro inicial, que exige a presença física do usuário. No entanto, a solução já está sendo implementada para mitigar prejuízos aos cofres públicos e melhorar a experiência dos usuários no transporte público, eliminando fricções como a necessidade de portar cartões ou celulares.