Phoenix no Arizona lidera estratégias globais para reduzir mortes por calor extremo
Cidade dos EUA adota medidas pioneiras para combater mortes por calor, com alertas precoces, centros de resfriamento e infraestrutura adaptada. Especialistas apontam que temperaturas extremas se tornam 'novo normal' em regiões como Europa, EUA e Brasil, com milhares de mortes registradas em 2026.
Calor extremo se torna 'novo normal' em 2026
Cientistas alertam que temperaturas recordes, como as registradas em 2026, tendem a se tornar o 'novo normal' em regiões como Europa, Estados Unidos e Brasil. Na França, mais de 2.000 mortes foram associadas à onda de calor de junho, enquanto na Inglaterra e no País de Gales, o número ultrapassou 2.700 desde maio. Nos EUA, pelo menos 44 mortes ocorreram durante o feriado de 4 de Julho. No Brasil, o Inmet emitiu alerta vermelho para o Centro-Sul em 2025, com recordes em São Paulo e Rio de Janeiro. A pesquisadora Jennifer Marlon, da Universidade de Yale, destaca que o calor atual é mais intenso e persistente, sem alívio noturno, o que sobrecarrega o organismo humano.
Phoenix: modelo de adaptação ao calor extremo
Phoenix, no Arizona (EUA), enfrenta calor intenso há décadas e se tornou referência global em estratégias de mitigação. A cidade implementou alertas precoces, centros de resfriamento públicos e infraestrutura adaptada, como pavimentos reflexivos e arborização urbana. As medidas visam reduzir mortes e hospitalizações, especialmente entre populações vulneráveis. Autoridades locais destacam que a adaptação requer planejamento de longo prazo, incluindo políticas públicas e engajamento comunitário.