Meta é acusada de 'apartheid digital' ao monetizar violência de colonos israelenses e censurar palestinos
Relatório do Centro Árabe para o Avanço das Redes Sociais (7amleh) denuncia que a Meta permite monetização de contas de colonos israelenses que promovem violência contra palestinos, enquanto bloqueia sistematicamente a monetização e restringe o alcance de contas palestinas. Grupos extremistas como o Hilltop Youth, sancionados pelos EUA e Reino Unido, continuam a gerar renda nas plataformas da empresa, apesar de incitarem violência e assentamentos ilegais na Cisjordânia.
Monetização seletiva e censura
O relatório do 7amleh revela que a Meta autoriza a monetização de contas vinculadas a colonos israelenses, incluindo grupos como o Hilltop Youth, que foram sancionados pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido por ataques violentos na Cisjordânia ocupada. Esses grupos utilizam as plataformas para arrecadar fundos destinados a assentamentos ilegais, promover violência, zombar de vítimas e incitar o deslocamento forçado de palestinos, além de celebrar ataques em Gaza. Enquanto isso, vozes palestinas, como jornalistas e defensores de direitos humanos, enfrentam bloqueios de monetização e exclusão de contas ao documentarem a vida sob ocupação. A política da Meta, que identifica a localização geográfica dos criadores palestinos, é apontada como um dos mecanismos de censura.
Apartheid digital no Oriente Médio
A organização 7amleh classifica o sistema de moderação da Meta como um 'apartheid digital', destacando a disparidade no tratamento entre contas israelenses e palestinas. Enquanto colonos extremistas mantêm acesso a recursos financeiros e amplo alcance nas redes, palestinos sofrem restrições sistemáticas que limitam sua capacidade de denunciar violações de direitos humanos e a realidade da ocupação. O relatório sublinha que a monetização de grupos violentos contraria normas internacionais e reforça a impunidade de ações ilegais na Cisjordânia.