Mato Grosso do Sul decreta emergência ambiental por 180 dias devido a risco extremo de incêndios florestais
Governo estadual publicou decreto nesta terça-feira (3) para agilizar ações de prevenção e combate a incêndios. Condições climáticas como altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes elevam risco de fogo no Pantanal e outras regiões. Fenômeno El Niño deve intensificar seca no segundo semestre de 2026.
Medidas emergenciais e impactos climáticos
O governo de Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência ambiental por 180 dias em todo o território estadual, com vigência imediata a partir de 3 de junho de 2026. A decisão visa acelerar ações de prevenção e combate a incêndios florestais, que têm risco elevado devido a condições climáticas adversas, como temperaturas acima da média, baixa umidade do ar e ventos fortes. O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) alerta que a combinação desses fatores, somada à escassez de chuvas, aumenta a probabilidade de incêndios de grandes proporções, especialmente no Pantanal. O decreto também menciona a influência do fenômeno El Niño, previsto para se intensificar no segundo semestre, o que pode agravar a seca e a inflamabilidade da vegetação.
Ações previstas e coordenação
Com o reconhecimento da emergência, o Estado poderá adotar medidas excepcionais, como a contratação de serviços e compra de equipamentos sem necessidade de licitação convencional. A Secretaria de Meio Ambiente ficará responsável pela coordenação das ações, em parceria com outros órgãos estaduais, para fiscalizar queimadas ilegais e combater focos de incêndio. Entre as estratégias previstas estão a abertura de aceiros — faixas de terreno sem vegetação para conter o avanço das chamas — ao longo de rodovias, estradas e pontes. A contratação temporária de pessoal também está autorizada para reforçar as equipes de combate.