Elon Musk lidera comitiva de CEOs dos EUA em cúpula com Xi Jinping na China em meio a tensões geopolíticas
Elon Musk integra comitiva de CEOs como Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia) em encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim. A visita busca resolver pendências comerciais da Tesla e SpaceX na China, mas enfrenta resistência de setores militares chineses devido à dominância da Starlink. Musk é visto como 'ídolo global' no Weibo, mas também como ameaça estratégica.
Negócios e alinhamento tecnológico
Elon Musk participou de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo, em Pequim, ao lado de outros CEOs norte-americanos, como Tim Cook (Apple) e Jensen Huang (Nvidia). O encontro faz parte de uma cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, nesta quinta-feira (14). Musk busca resolver pendências comerciais da Tesla e da SpaceX no país, incluindo a aprovação do sistema Full Self-Driving e a compra de US$ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 14 bilhões) em equipamentos para painéis solares de fornecedores locais. O mercado chinês representa cerca de 20% da receita global da Tesla, com 626 mil unidades vendidas em 2025, consolidando a montadora como a quinta maior fabricante de veículos elétricos e híbridos plug-in no país.
Dualidade na percepção chinesa
Apesar de ser chamado de 'ídolo global' no Weibo, a rede social chinesa semelhante ao X/Twitter, Elon Musk é visto com cautela pelo Exército de Libertação Popular da China. A dominância da rede Starlink, da SpaceX, é considerada uma ameaça estratégica, motivando o desenvolvimento de alternativas asiáticas. Kyle Chan, pesquisador de tecnologia chinesa na Brookings Institution, destacou à Reuters que as prioridades tecnológicas de Pequim se alinham quase perfeitamente com as de Musk, abrangendo veículos autônomos, inteligência artificial, robôs humanoides, interfaces cérebro-computador e tecnologia de satélites. No entanto, esse alinhamento enfrenta resistência de setores militares chineses.